segunda-feira, 10 de junho de 2013

O BRASIL NUNCA PERTENCEU AOS ÍNDIOS
Por:Profª Sandra Cavalcanti


Quem quiser se escandalizar, que se escandalize. Quero proclamar, do fundo da alma, que sinto muito orgulho de ser brasileira. Não posso aceitar a tese de que nada tenho a comemorar nestes quinhentos anos. Não agüento mais a impostura dessas suspeitíssimas ONGs estrangeiras, dessa ala atrasada da CNBB e dessas derrotadas lideranças nacional-socialistas que estão fazendo surgir no Brasil um inédito sentimento de preconceito racial.
Para começo de conversa, o mundo, naquela manhã de 22 de abril de 1500, era completamente outro. Quando a poderosa esquadra do almirante português ancorou naquele imenso território, encontrou silvícolas em plena idade da pedra lascada. Nenhum deles tinha noção de nação ou país.Não existia o Brasil.
Os atuais compêndios de história do Brasil informam, sem muita base, que a população indígena andava por volta de cinco milhões. No correr dos anos seguintes, segundo os documentos que foram conservados, foram identificadas mais de duzentos e cinqüenta tribos diferentes. Falando mais de 190 línguas diferentes. Não eram dialetos de uma mesma língua. Eram idiomas próprios, que impediam as tribos de se entenderem entre si. Portanto, Cabral não conquistou um país. Cabral não invadiu uma nação. Cabral apenas descobriu um pedaço novo do planeta Terra e, em nome do rei, dele tomou posse.
O vocabulário dos atuais compêndios não usa a palavra tribo. Eles adotam a denominação implantada por dezenas de ONGs que se espalham pela Amazônia, sustentadas misteriosamente por países europeus. Só se fala em nações indígenas.
Existe uma intenção solerte e venenosa por trás disso. Segundo alguns integrantes dessas ONGs, ligados à ONU, essas nações deveriam ter assento nas assembléias mundiais, de forma independente. Dá para entender, não? É o olho na nossa Amazônia. Se o Brasil aceitar a idéia de que, dentro dele, existem outras nações, lá se foi a nossa unidade.
Nos debates da Constituinte de 88, eles bem que tentaram, de forma ardilosa, fazer a troca das palavras. Mas ninguém estava dormindo de touca e a Carta Magna ficou com a palavra tribo. Nação, só a brasileira.
De repente, os festejos dos 500 anos do Descobrimento viraram um pedido de desculpas aos índios. Viraram um ato de guerra. Viraram a invasão de um país. Viraram a conquista de uma nação. Viraram a perda de uma grande civilização.
De repente, somos todos levados a ficar constrangidos. Coitadinhos dos índios! Que maldade! Que absurdo, esse negócio de sair pelos mares, descobrindo novas terras e novas gentes. Pela visão da CNBB, da CUT, do MST, dos nacional-socialistas e das ONGs européias, naquela tarde radiosa de abril teve início uma verdadeira catástrofe.
Um grupo de brancos teve a audácia de atravessar os mares e se instalar por aqui. Teve e audácia de acreditar que irradiava a fé cristã. Teve a audácia de querer ensinar a plantar e a colher. Teve a audácia de ensinar que não se deve fazer churrasco dos seus semelhantes. Teve a audácia de garantir a vida de aleijados e idosos.
Teve a audácia de ensinar a cantar e a escrever.
Teve a audácia de pregar a paz e a bondade. Teve a audácia de evangelizar.
Mais tarde, vieram os negros. Depois, levas e levas de europeus e orientais. Graças a eles somos hoje uma nação grande, livre, alegre, aberta para o mundo, paraíso da mestiçagem. Ninguém, em nosso país pode sofrer discriminação por motivo de raça ou credo.
Portanto, vamos parar com essa paranóia de discriminar em favor dos índios. Para o Brasil, o índio é tão brasileiro quanto o negro, o mulato, o branco e o amarelo. Nas nossas veias correm todos esses sangues. Não somos uma nação indígena. Somos a nação brasileira.
Não sinto qualquer obrigação de pedir desculpas aos índios, nas festas do Descobrimento. Muitos índios hoje andam de avião, usam óculos, são donos de sesmarias, possuem estações de rádio e TV e até COBRAM pedágio para estradas que passam em suas magníficas reservas. De bigode e celular na mão, eles negociam madeira no exterior. Esses índios são cidadãos brasileiros, nem melhores nem piores. Uns são pobres. Outros são ricos. Todos têm, como nós, os mesmos direitos e deveres. Se começarem a querer ter mais direitos do que deveres, isso tem que acabar.
O Brasil é nosso. Não é dos índios. Nunca foi.

FUI...

sexta-feira, 7 de junho de 2013

A década perdida, o único desempregado que deu certo!


Em dezembro de 2012, MARCO ANTONIO VILLA escreveu em - O Estado de São Paulo


A eleição de Luiz Inácio Lula da Silva em 2002 foi recebida como um conto de fadas. O País estaria pagando uma dívida social. E o recebedor era um operário.

Operário que tinha somente uma década de trabalho fabril, pois aos 28 anos de idade deu adeus, para sempre, à fábrica.
Virou um burocrata sindical. Mesmo assim, de 1972 a 2002 - entre a entrada na diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e a eleição presidencial -, portanto, durante 30 anos, usou e abusou do figurino do operário, trabalhador, sofrido. E pior, encontrou respaldo e legitimação por parte da intelectualidade tupiniquim, sempre com um sentimento de culpa não resolvido.

A posse - parte dos gastos paga pelo esquema do pré-mensalão, de acordo com depoimento de Marcos Valério ao Ministério Público - foi uma consagração. Logo a fantasia cedeu lugar à
realidade. A mediocridade da gestão era visível. Como a proposta de governo - chamar de projeto seria um exagero - era inexequível, resolveram manter a economia no mesmo rumo, o que foi reforçado no momento da alta internacional no preço das commodities.

Quando veio a crise internacional, no final de 2008, sem capacidade gerencial e criatividade econômica, abriram o baú da História, procurando encontrar soluções do século 20 para questões do século 21. O velho Estado reapareceu e distribuiu prebendas aos seus favoritos, a sempre voraz burguesia de rapina, tão brasileira como a jabuticaba.
Evidentemente que só poderia dar errado. Errado se pensarmos no futuro do País.
Quando se esgotou o ciclo de crescimento mundial - como em tantas outras vezes nos últimos três séculos -, o governo ficou, como está até hoje, buscando desesperadamente algum caminho. Sem perder de vista, claro, a eleição de 2014, pois tudo gira em torno da permanência no poder por mais um longo tempo, como profetizou recentemente o sentenciado José Dirceu.

Os bancos e as empresas estatais foram usados como instrumentos de política partidária, em correias de transmissão, para o que chamou o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, de "projeto criminoso de poder", quando do julgamento do mensalão. Os cargos de direção foram loteados entre as diferentes tendências do Partido dos Trabalhadores (PT) e o restante foi entregue à saciedade dos partidos da base aliada no Congresso Nacional.
 O PT transformou o patrimônio nacional, construído durante décadas, em moeda para obter recursos partidários e pessoais, como ficou demonstrado em vários escândalos durante a década.

O PT era considerado uma novidade na política brasileira. A "novidade" deu vida nova às oligarquias. É muito difícil encontrar nos últimos 50 anos um período tão longo de poder em que os velhos oligarcas tiveram tanto poder como agora. Usaram e abusaram dos recursos públicos e transformaram seus Estados em domínios familiares perpétuos. Esse congelamento da política é o maior obstáculo ao crescimento econômico e ao enfrentamento dos problemas sociais tão conhecidos de todos.

Não será tarefa fácil retirar o PT do poder. Foi criado um sólido bloco de sustentação que - enquanto a economia permitir - satisfaz o topo e a base da pirâmide. Na base, com os programas assistenciais que petrificam a miséria, mas garantem apoio político e algum tipo de satisfação econômica aos que vivem na pobreza absoluta. No topo, atendendo ao grande capital com uma política de cofres abertos, em que tudo pode, basta ser amigo do rei - a rainha é secundária.

A incapacidade da oposição de cumprir o seu papel facilitou em muito o domínio petista. Deu até um grau de eficiência política que o PT nunca teve. E o ano de 2005 foi o ponto de inflexão, quando a oposição, em meio ao escândalo do mensalão, e com a popularidade de Lula atingindo seu nível mais baixo, se omitiu, temendo perturbar a "paz social". Seu principal líder, Fernando Henrique Cardoso, disse que Lula já estava derrotado e bastaria levá-lo nas cordas até o ano seguinte para vencê-lo facilmente nas urnas. Como de hábito, a análise estava absolutamente equivocada. E a tragédia que vivemos é, em grande parte, devida a esse grave erro de 2005. Mas, apesar da oposição digna de uma ópera-bufa, os eleitores nunca deram ao PT, nas eleições presidenciais, uma vitória no primeiro turno.

O PT não esconde o que deseja. Sua direção partidária já ordenou aos milicianos que devem concentrar os seus ataques na imprensa e no Poder Judiciário. São os únicos obstáculos que ainda encontram pelo caminho. E até com ameaças diretas, como a feita na mensagem natalina - natalina, leitores! - de Gilberto Carvalho - ex-seminarista, registre-se - de que "o bicho vai pegar". A tarefa para 2013 é impor na agenda política o controle social da mídia e do Judiciário. Sabem que não será tarefa fácil, porém a simples ameaça pode-se transformar em instrumento de coação. O PT tem ódio das liberdades democráticas. Sabe que elas são o único obstáculo para o seu "projeto histórico". E eles não vão perdoar jamais que a direção petista de 2002 esteja hoje condenada à cadeia.

A década petista terminou. E nada melhor para ilustrar o fracasso do que o crescimento do produto interno bruto (PIB) de 1%. Foi uma década perdida. Não para os petistas e seus acólitos, claro. Estes enriqueceram, buscaram algum refinamento material e até ficaram "chiques", como a Rosemary Nóvoa de Noronha, sua melhor tradução. Mas o Brasil perdeu.

Poderíamos ter avançado melhorando a gestão pública e enfrentado com eficiência os nossos velhos problemas sociais, aqueles que os marqueteiros exploram a cada dois anos nos períodos eleitorais.
Quase nada foi feito - basta citar a tragédia do saneamento básico ou os milhões de analfabetos.

Mas se estagnamos, outros países avançaram. E o Brasil continua a ser, como dizia Monteiro Lobato, "essa coisa inerme e enorme".

MARCO ANTONIO VILLA É HISTORIADOR E PROFESSOR DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS (UFCAR) 


FUI...

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Vacinação em Socorro
Vacinação contra a Poliomielite tem início neste sábado
Começa sábado (08) Dia da Campanha Nacional de Vacinação, a vacinação oficial contra a Poliomilite, quando às famílias são orientadas a levar suas crianças de 06 meses a menores de 05 anos ao Posto de Vacinação mais próximo de suas residências, para receber a vacina, sempre lembrando que devem levar o cartão.
O detalhe fica por conta de que este ano, não haverá mais vacinação contra a Paralisia Infantil na Zona Rural (exceto no bairro do Oratório onde há uma unidade de PSF), devido mudanças no esquema de vacinação e a necessidade de um local adequado para aplicação da vacina, bem como uma equipe de enfermagem capacitada para o atendimento.
A Campanha será de 08 a 21 de junho de 2013.
Excepcionalmente todas as Unidades de Saúde estarão abertas no sábado, dia 08/06 das 8:00 as 17:00h e nos demais dias da Campanha no horário normal de funcionamento da Unidade/Centro de Saúde e Oratório.


DATA
HORÁRIO
POSTOS DE VACINAÇÃO
08/06/2013(sábado)
das 08:00 as 17:00h
CS II – Centro de Saúde
08/06/2013(sábado)
das 08:00 as 17:00h
UBS Jardim Araújo/Teixeira
08/06/2013(sábado)
das 08:00 as 17:00h
PSF Aparecidinha
08/06/2013(sábado)
das 08:00 as 17:00h
PSF Oratório
08/06/2013(sábado)
das 08:00 as 17:00h
PSF Vila Palmira
08/06/2013(sábado)
das 08:00 as 17:00h
PSF Santa Cruz

 No programa Balanga Beiço, ouvinte liga e pergunta sobre cursos gratuitos em Socorro. Pois bem!
Cemep/Senai anuncia 230 cursos profissionalizantes gratuitos ao alcance dos socorrenses
E quem estiver interessado é só comparecer ao Cemep/Senai, de segunda a sexta-feira até o dia 14 de junho, das 8:00 às 17:00h e fazer inscrições nos cursos de Derivados do Leite (68 vagas), Operador de Computador (50 vagas), Modelagem (40 vagas), Comandos Elétricos (32 vagas) e Corte e Costura (40 vagas). Levar cópia do RG, CPF, Comprovante de endereço, foto 3x4 e cópia do Histórico Escolar.

Dia dos Namorados na Associação Socorrense
Na quarta-feira próxima (12) em que se estará comemorando mais um tradicional Dia dos Namorados, o Clube Associação, dentro de sua nova programação destinada aos associados e simpatizantes em terceira idade, realizará um jantar Dançante organizado por Mario Xavier de Moura, com a culinária especial do Izael Jameli. Na pauta musical o conjunto “Sambalero” e os convites custam $ 20,00 que podem ser encontrados na Secretaria do clube ou na Loja de Calçados Mengalvio.


Várias cidades já proibiram Rodeios. Socorro ainda não!
Águas de São Pedro - SP - Decisão Judicial decreto estadual 40.400/95
Américo Brasiliense - SP - Decisão Judicial
Andradas - MG - Decisão Judicial de 2002
Araraquara - SP - Lei Municipal
Arealva - SP - Decisão Judicial
Barra Bonita - SP - Decisão Judicial de 1998
Bauru - SP - Decisão Judicial
Boa Esperança do Sul - SP - Decisão Judicial
Botucatu - Sp- Lei Municipal
Cabreúva - SP - Decisão Judicial
Campinas - SP - Lei Municipal de 2005
Cravinhos - SP - Decisão Judicial
Descalvado - SP - Lei do Tribunal de Justiça de 2009
Florianópolis - SC - Ação Civil de 2003
Guararema - SP - Decisão judicial - liminar
Guarujá - SP - Decisão Judicial 1997
Guarulhos - SP - Lei Municipal de 2004
Itatiaia - RJ- TAC 2012
Itapetininga - SP -Lei Muicipal (2013)
Itupeva - SP - Tribunal de Justiça (2004)
Jundiaí - SP - Tribunal de Justiça (2004)
Marília - SP - Ação Civil Pública de 2009
Mogi das Cruzes - SP - Lei de 2005
Nova Friburgo - RJ - Lei Municipal de 2010 3.883
Osasco - SP - Lei Municipal de 2006 art36 e 41
Paulínia - SP - Liminar proibindo utilização de equipamentos que ferem os animais
Ribeirão Bonito - SP - Decisão Judicial
Ribeirão Preto - SP - Liminar 2012
Rincão - SP - Decisão Judicial
Rio de Janeiro - RJ - Lei Municipal de 2004 3879/04
Santa Lúcia - SP - Decisão Judicial
São Bernardo do Campo - SP - Lei Municipal de 2007
São Caetano do Sul - SP - Ação Civil 1998[25][26]
São João da Boa Vista - SP - Decisão Judicial 2011
São José - SC - Ação Civil 2003 Decisão Judicial
São José dos Campos - SP - Ação Civil Pública 2004
São Paulo - SP - Lei Municipal de 1993 11.359/17-05-93
Sorocaba - SP - Lei Municipal[31] de 2009
Taubaté - SP - Lei Municipal de 2009
Volta Redonda - RJ-Lei Municipal 4.890,2012

FUI... 


sábado, 1 de junho de 2013

COLUNA DO SANDRO VAIA EM O GLOBO DO DIA 31 DE MAIO 

E já que o governo federal quer médicos cubanos, que tal essa?

História de um médico cubano
O Dr. Gilberto Velazco nasceu em 1980 em Havana e recebeu seu diploma de médico em 15 de julho de 2005.
No depoimento que me deu por e-mail e por telefone, disse que a sua graduação foi antecipada em um ano depois de uma “formação crítica e gravemente ruim”, excessivamente teórica, feita através de livros desatualizados, velhos, rasgados, faltando páginas, além de “uma forte doutrinação política”.
No hospital onde fez residência havia apenas dois aparelhos de raio X para atender todas as ocorrências noturnas de Havana e não dispunha sequer de reagentes para exames de glicemia.
Pouco adiantava prescrever remédios para os pacientes porque a maioria deles não estava disponível nas farmácias.
A situação médica no país é tão precária que Cuba está vivendo atualmente uma epidemia inédita de cólera e dengue.
Em 2 de fevereiro de 2006 foi enviado à Bolívia numa Brigada Médica de 140 integrantes -14 grupos de 10 médicos cada - que iria socorrer vítimas de inundações que nunca chegou a ver.
No voo entre Cuba e a Bolívia conversou sobre assuntos médicos com o vizinho de poltrona e descobriu que ele não era médico, mas provavelmente oficial de inteligência cubana. Calcula que em cada 140 médicos 10 eram paramilitares.
Na Bolívia, onde lhe disseram que iria permanecer por 3 meses, ficou sabendo que deveria ficar no mínimo por 2 anos, recebendo 100 dólares de salário por mês e que a família receberia 50 dólares em Cuba - quantia que, segundo ele, nunca foi paga.
Viveu e trabalhou em Santa Cruz de la Sierra e em Porto Suarez, na fronteira com o Brasil.
Todos os componentes da Brigada recebiam um draconiano regulamento disciplinar de 12 páginas, dividido em 11 capítulos, que fixava desde horários e requisitos para permissões de saída até regras para relações amorosas com nativos e punia contatos com eventuais desertores.
Os médicos verdadeiros eram vigiados pelos falsos médicos que, segundo Gilberto, andavam com muito dinheiro e armas. Ainda assim, o Dr. Gilberto, em 29 de março de 2006, conseguiu pedir formalmente asilo político à Polícia Federal em Corumbá e foi enviado a São Paulo, onde ficou 11 meses.
Pediu à Polícia Federal a regularização de sua situação para poder fazer os Testes de Revalidação Médica exigidos pelo Conselho Federal de Medicina, mas o pedido de asilo foi negado.
Como o prazo de refúgio concedido pelo Conare - Comitê Nacional para os Refugiados - terminava em fevereiro de 2007, pediu asilo aos EUA no consulado de São Paulo, e em 2 de janeiro de 2007 viajou para Miami, Flórida, onde vive agora.
A família do Dr. Gilberto foi penalizada por sua deserção com 3 anos de proibição de viagem ao exterior, mas atualmente vive com ele na Flórida.
Ele trabalhou para uma empresa internacional de seguros de saúde, onde chegou a receber 50 mil dólares anuais, e atualmente está estudando para concluir os exames de revalidação de seu diploma médico nos EUA.

POIS É !...

Sandro Vaia é jornalista. Foi repórter, redator e editor do Jornal da Tarde, diretor de Redação da revista Afinal, diretor de Informação da Agência Estado e diretor de Redação de “O Estado de S.Paulo”. É autor do livro “A Ilha Roubada”, (editora Barcarolla) sobre a blogueira cubana Yoani Sanchez. E.mail: svaia@uol.com.br


FUI...

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Transformar lixo em riqueza depende primeiro do fabricante

por Ricardo Abramovay*


imagem ilustrativa/Internet

O principal instrumento que permitiu aos países desenvolvidos ampliar de maneira significativa a reciclagem de resíduos sólidos, desde o início do milênio, é a responsabilidade ampliada do produtor (Extended Producer Responsibility, na expressão em inglês). Relatório recém-publicado pela agência ambiental europeia mostra que a quantidade de lixo incinerada ou mandada para aterros reduziu e que a reciclagem, no continente, passou de 23% a 35% dos resíduos, entre 2001 e 2010, um aumento muito considerável.
Mais que isso: a Alemanha vem conseguindo descasar a produção de riqueza da geração de lixo. Relatório do Bifa Environmental Institute mostra que, entre 2000 e 2008 (portanto, antes da crise), o PIB, em termos reais, cresceu quase dez por cento, e o volume de lixo caiu nada menos que 15%. A intensidade em lixo da vida econômica, medida decisiva para avaliar a qualidade da relação que uma sociedade mantém com seus recursos ecossistêmicos, declina mais de 22%.
Maior riqueza e menos lixo: como isso é possível?
A responsabilidade ampliada do produtor ajuda a responder essa pergunta. O conceito, que hoje se encontra no âmago das políticas europeias e é adotado também em vários Estados norte-americanos, foi usado pela primeira vez em 1990 pelo pesquisador Thomas Lindhqvist num relatório para o Ministério do Meio Ambiente da Suécia. Vale a pena citar sua própria definição: “A responsabilidade ampliada do produtor é uma estratégia de proteção ambiental para alcançar o objetivo de reduzir o impacto ambiental de um produto tornando seu fabricante responsável pelo conjunto do ciclo de vida do produto e, especialmente, por sua coleta, sua reciclagem e sua disposição final”.
É claro que, para que isso ocorra, o consumidor tem que fazer uma separação correta, os comerciantes devem possuir dispositivos onde alguns resíduos serão colocados, e o governo precisa organizar a coleta nos domicílios. Mas é ilusão imaginar que o avanço europeu recente na redução do lixo e na elevação da taxa de reciclagem seja apenas devido ao nível educacional da população e à eficiência das prefeituras.
O fundamental, e que em última análise responde pelos bons resultados europeus, é a responsabilidade do fabricante pelo conjunto do ciclo de vida do produto. No caso francês, por exemplo, já existem 19 cadeias produtivas em que vigora um ecoimposto que contribui para financiar os sistemas municipais de coleta e reciclagem. Quem produz o detrito paga antecipadamente (e cobra de seu consumidor, é claro) por dar-lhe a destinação correta. Acaba de ser aprovada uma lei segundo a qual quem compra uma cadeira paga 0,20 euros por sua reciclagem futura e 4 euros para que um colchão não acabe na rua ou num rio. É uma prática contrária à que marcou o crescimento econômico do século 20.
Na prática corrente até aqui, a vida econômica se organiza de maneira linear, a partir do procedimento “pega-produz-consome-joga”. Os produtos vão do berço à sepultura e, para fazer novos produtos, recorre-se novamente a matérias-primas virgens, que alimentam processos produtivos, cujos resultados são consumidos e, em seguida, jogados fora. O problema é que não existe esse “fora”.
A escassez e o encarecimento das matérias-primas, as possibilidades cada vez mais limitadas de encontrar espaços para aterros e os custos exorbitantes da incineração abrem caminho a que os agentes econômicos passem a tratar como fonte de riqueza os materiais até então destinados ao lixo. Relatório recente da Fundação Macarthur fala em economia circular, em oposição à economia linear do “pega-produz-consome-joga”: a economia circular é aquela em que parte crescente dos resíduos é usada como insumo na fabricação de novos produtos.
Numa economia circular, a própria concepção do produto, seu design, já incorpora e amplia as possibilidades de recuperação e reutilização dos materiais nele contidos. Isso revoluciona, por exemplo, a maneira como são fabricados bens eletrônicos, cujas ligas devem prever recuperação e manuseio fácil, sem o que o destino de materiais, muitas vezes raros e preciosos, acabará sendo o lixo e, pior, o lixo tóxico, já que a separação dos componentes é muito difícil. Existindo responsabilidade ampliada do produtor, o fabricante exigirá de seus engenheiros um produto que, contrariamente ao que ocorre hoje, facilite o trabalho da reciclagem e, preferencialmente, o reuso da maior parte daquilo que o integra.
O trabalho da Fundação Macarthur mostra que, na Grã-Bretanha, a substituição de garrafas descartáveis de cerveja pela velha prática do depósito de vasilhame permitiria, por exemplo, a redução de 20% do custo total do produto. Onze Estados norte-americanos já adotaram leis que obrigam a volta dessa prática. O consumo de cerveja “one-way”, por exemplo, pode ser mais confortável, mas, se o seu custo real estiver incorporado ao produto, caberá ao consumidor saber se deseja, de fato, pagar por ele.
São exemplos importantes e que oferecem lições valiosas, neste momento em que, no Brasil, se estabelecem os acordos setoriais que vão dar vida para a nossa Política Nacional de Resíduos Sólidos. Acabar com os lixões, melhorar a situação dos catadores e ampliar seu papel no interior da política são objetivos decisivos. Mas a capacidade de a PNRS diminuir a produção de lixo e ampliar a reciclagem depende, antes de tudo, de mecanismos que estimulem os fabricantes a usar menos materiais, menos energia e propiciar à sociedade maiores oportunidades de transformar lixo em riqueza. É fundamental então que fique claramente esclarecida sua responsabilidade pelos resíduos ligados aos produtos que colocam no mercado.
* Ricardo Abramovay é professor titular da FEA e do IRI-USP, pesquisador do CNPq e da Fapesp, e autor deMuito Além da Economia Verde, lançado na Rio+20 pela Editora Planeta Sustentável.
** Publicado originalmente no site Prêmio Empreendedor Social/ Folha de S. Paulo.


FUI...

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Joaquim Barbosa será convidado para a disputa presidencial pelo Partido Militar

Acredite, se quiser!




O nome do ministro Joaquim Barbosa, atual presidente do STF (Superior Tribunal Federal), lidera a lista de prováveis candidatos à presidência da República pelo PMB (Partido Militar Brasileiro), legenda que está em processo final de legalização junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
A informação foi confirmada pelo idealizador do partido, Capitão Augusto Rosa, no início da semana. Segundo ele, Barbosa possui todos os requisitos necessários para assumir o cargo por sua competência e senso e justiça. “A postura do ministro diante de grandes escândalos, como no caso do Mensalão, por exemplo, comprova a intolerância de Barbosa quanto à corrupção. Essa postura vem ao encontro dos ideais do PMB, que está em busca de candidatos que possam resgatar a moralidade na política nacional”, enfatizou Rosa.
A candidatura de Joaquim Barbosa já ganhou apoio popular. Existe até um site “lançando” o ministro a presidente da República. No ar desde oito de outubro de 2012, a página usa o slogan “Somos brasileiros que acreditam que o Brasil só achará seu caminho com um presidente sério” e traz diversas informações como biografia, fotos, charges e dezenas de depoimentos elogiosos ao relator do Mensalão. O site, criado por um grupo de jornalistas do Rio de Janeiro, pode ser acessado pelo endereço joaquimbarbosapresidente.com.br.
Esse tipo de manifestação, segundo o idealizador do Partido Militar, expressa a vontade da população por uma verdadeira revolução no cenário político, que se encontra em total descrédito. “Político no Brasil virou sinônimo de piada, de avacalhação. Até quando isso vai continuar? Enquanto não houver pessoas sérias no comando, o país vai permanecer nessa desordem. A população precisa voltar a acreditar e respeitar o Brasil e os seus representantes legais”, ressaltou Augusto Rosa.

O convite oficial para pré-candidatura do ministro deverá ser feito nas próximas semanas em audiência a ser marcada na capital federal. Para lançar candidatos às eleições de 2014, o PMB – que já possui CNPJ aprovado – precisa entregar até o mês de setembro 485 mil assinaturas de apoio à sua criação ao TSE. Para atingir a meta, a militância do partido está promovendo uma grande mobilização pelo país. De acordo com a direção do PMB, mais de 300 mil pessoas já manifestaram apoio à legenda.

FUI..,


quarta-feira, 29 de maio de 2013

Você está escalado (a) !!!

Começa nesta quinta feira de feriado a maior festa beneficente de Socorro...




 Todo mundo nessa!


FUI ... A gente se encontra durante a festa. Vamos lá!

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Astrônomos brasileiros localizam estrela semelhante ao sol

por Antonio Carlos Quinto, da Agência USP

Estrela gêmea solar tem aproximadamente a mesma massa e composição química do sol. Fotos: Grupo de Evolução Estelar da UFRN/Divulgação
Cientistas brasileiros e do exterior acabam de anunciar a descoberta de uma estrela com as mesmas características do sol. A CoRoT Sol 1, como foi batizada, é atualmente a estrela gêmea mais distante na nossa Galáxia. Esta gêmea solar, como denominam os astrônomos, tem aproximadamente a mesma massa e composição química do sol, com uma idade aproximada de 6,7 bilhões de anos.
“Até o momento, estrelas com características similares à do sol foram encontradas somente na vizinhança solar”, conta o professor José Dias do Nascimento Júnior, do Departamento de Física Teórica e Experimental da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), e líder da equipe de astrônomos. O professor Jorge Meléndez, do Departamento de Astronomia do Instituto de Astronomia e Geofísica (IAG) da USP, também integra a equipe. Sua participação foi essencial na determinação das abundâncias químicas de alguns elementos da estrela CoRoT Sol 1.
Parte da equipe envolvida na descoberta integra a equipe do satélite CoRoT, um projeto internacional que integra pesquisadores da França, Áustria, Bélgica, Brasil, Alemanha e Espanha. O satélite fornece dados espaciais que possibilitam determinar os períodos de rotação das estrelas. As observações de caracterização da estrela CoRoT Sol 1 foram feitas no telescópio Subaru, pertencente ao Observatório Astronômico Nacional do Japão, localizado em Mauna Kea, no Havaí (EUA). As observações com o telescópio Subaru que resultaram na descoberta foram realizadas entre outubro de 2012 e março de 2013.
Mais velha que o sol
Cientistas já haviam localizado cinco estrelas na vizinhança solar, entre estas a HIP 56948, encontrada pelo professor Jorge Meléndez. Mas nenhuma delas com as características da recém-descoberta. No entanto, a CoRoT Sol 1 tem todas as características de uma gêmea, sendo a única que é ligeiramente mais velha que o sol. Segundo o professor Nascimento, a gêmea já tinha sido observada desde 2007 pelo satélite CoRoT e estava entre as cerca de 230 mil estrelas observadas entre 2007 e 2012.
Com base nos dados do CoRoT os astrônomos sabiam que o seu período de rotação é um pouco maior do que o sol, em torno de 29 dias, o que era esperado pela sua maior idade. A informação foi confirmada com os dados do telescópio Subaru. Além disso, os cientistas descobriram, após análise detalhada, que a gêmea solar é de fato uma estrela com uma massa e composição química semelhante ao sol. E por ser mais velha, é um precioso material para se estudar o futuro do sol.
“Embora a composição química global da CoRoT Sol 1 é semelhante ao sol, o seu padrão de abundância detalhada mostra algumas diferenças, como é também apresentada pela maior parte das gêmeas solares próximas que são relativamente mais brilhantes”, comenta o professor Nascimento. “A comparação da composição química da gêmea é indispensável para sua caracterização”.
CoRoT Sol 1 está localizada na constelação do Unicornio. Ao contrário de outras gêmeas solares, esta estrela é 200 vezes mais fraca do que a gêmea solar mais brilhante conhecida, a 18 Sco. Somente graças à grande área de coleta do telescópio Subaru, foi possível estudar em detalhe o espectro dessas estrelas fracas.
Além dos professores José Dias do Nascimento Júnior e Jorge Meléndez, participaram das pesquisas o doutor Jefferson da Costa e o professor Matthieu Castro (UFRN); o professor Gustavo F. Porto de Mello, do Observatório do Valongo da UFRJ; e o professor Yoichi Takeda, do Observatório Astronômico Nacional do Japão.
* Publicado originalmente no site Agência USP.
(Agência USP) 


FUI...

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Insetos entre a moda gastronômica e a fome
por Emilio Godoy, da IPS

Gafanhotos como uma nova delicia comestivel !!!



 Gafanhotos vermelhos à venda no mercado Benito Járez da capital de Oaxaca, México. Foto: Nsaum75 CC BY-SA 3.0

Cidade do México, México, 23/5/2013 – A última proposta da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), de considerar os insetos como parte do cardápio para combater a fome, repercute com especial ênfase na Colômbia e no México, dois países com tradição de entomofagia e grande diversidade biológica. No México há mais de 300 espécies comestíveis destes invertebrados, segundo um estudo publicado este mês pelo Departamento de Entomologia da holandesa Universidade de Wageningen e pela FAO.

Porém, pesquisas nacionais apontam mais de 500 espécies no centro, sul e sudeste deste país megabiodiverso e com persistente pobreza que afeta 47% de seus habitantes. “Os insetos são uma fonte viável e econômica de alimento de qualidade que poderia, inclusive, ser melhor do que alimentos industrializados consumidos atualmente”, disse à IPS a pesquisadora Julieta Ramos-Elorduy, do Instituto de Biologia da Universidade Nacional Autônoma do México.

Para esta especialista, o México “está preparado para um consumo maciço, mas é preciso educar as pessoas sobre técnicas e formas de comercializá-los. Não há preocupação em protegê-los. Não há medidas oficiais”, disse a pesquisadora, que desde a década de 1970 estuda os benefícios destes bichos de idade milenar e que encontrou 549 espécies comestíveis.

A questão ganha dimensões ambientais, especialmente no Dia Internacional da Diversidade Biológica, comemorado ontem. A ingestão de insetos, ou entomofagia, é uma tradição indígena no México, conforme consta do Código Florentino, escrito por frei Bernardino de Sahagún (1499-1590), que chegou a descobrir o consumo de 96 espécies. Alguns insetos têm até três vezes mais proteínas do que um quilo de carne e apresentam uma concentração de nutrientes superada apenas pelo pescado, segundo a Comissão Nacional para o Conhecimento e Uso da Biodiversidade.

O cardápio mexicano de insetos é composto por percevejos, mariposas, escaravelhos, borboletas, larvas de formigas e moscas, abelhas, vespas e gafanhotos, presentes em quase todo o território. São preparados fritos, assados ou em diferentes tipos de molhos. Nas últimas décadas, vários destes manjares saltaram das cozinhas de famílias rurais e pobres para as mesas de restaurantes da moda. Na cidade de Mitla, perto do sítio arqueológico zapoteco do Estado de Oaxaca, uma pequena empresa usa as mariposas (Hypopta agavis) da planta agave para elaborar um sal picante que acompanha o mescal, bebida alcoólica destilada desse mesmo vegetal.

“Nos baseamos em uma receita caseira. A moagem é feita à mão e usamos uma misturadora manual. Também empacotamos à mão”, disse à IPS a gerente comercial da firma Gran Mitla, Diana Coronal, que produz 300 quilos desse sal por mês. Um quilo exige 300 gramas de mariposas moídas, outros 300 de chili seco e 400 gramas de sal. As mariposas, recolhidas entre agosto e outubro, são congeladas para abastecer a produção, pois entre novembro e maio está proibida sua coleta em todo o país.

A publicação da FAO indica que mais de 1.900 espécies fazem parte de dietas tradicionais de pelo menos dois bilhões de pessoas em todo o mundo. Os preferidos são escaravelhos, lagartas, vespas, formigas, gafanhotos e grilos. A coleta e criação de insetos podem gerar empregos e renda e têm potencial industrial, segundo os autores do estudo.

“Isso pode ser conseguido se os insetos forem cultivados e comercializados em grandes quantidades. Mas os produtores devem ser conscientes de que estão perdendo recursos”, disse Ramos-Elorduy, que pesquisa a produtividade de espécies de insetos do milho e da abóbora e formas para aumentá-la. “A técnica de coleta é a mesma em todas as partes, mas não há legislação sobre técnicas adequadas. As pessoas as desconhecem. Além disso, paga-se muito pouco”, lamentou a pesquisadora.

Em um estudo, Ramos-Elorduy, Andrés Juárez e José Manuel Pino alertam que “este valioso recurso gastronômico, devido a diversos problemas ambientais e socioeconômicos, corre o risco de desaparecer”. O trabalho, publicado em dezembro, conclui que “o impacto ambiental, a mudança cultural e o uso da terra fazem com que o consumo de insetos diminua, principalmente entre os grupos de jovens”.

A gerente Coronal concorda que devem ser adotadas normas para proteger estas espécies. “São necessárias regulamentações sobre coleta e comercialização. É parte da gastronomia mexicana e é preciso cuidar desse recurso”, afirmou. Por esse motivo, muitos coletores evitam falar sobre como e onde pegam insetos. O documento da FAO recomenda infraestrutura automatizada e marcos regulatórios para uma produção estável, confiável e segura. Além disso, insiste na possibilidade de que a biomassa de insetos seja usada como matéria-prima da alimentação animal.

Na Colômbia, um manjar que pode ser comprado facilmente é a crocante formiga saúva cabeça de vidro (Atta laevigata), tostada e salgada. A origem deste e de outros pratos também é indígena. Contudo, “entrar na floresta para grandes coletas de insetos é muito delicado, porque estes ficam em áreas de vida silvestre”, afirmou à IPS o biólogo colombiano e planejador regional, Jaime Bernal Hadad.

A Colômbia tem uma pobreza que afeta 32,7% da população e é o segundo país mais megabiodiverso do mundo, depois do Brasil. “Nos ecossistemas tropicais, embora haja grande diversidade de espécies, a quantidade por espécie é pouca. Com grandes coletas pode-se extinguir espécies ou gerar desequilíbrio ambiental”, alertou Hadad. “Os besouros nas árvores caídas das florestas contribuem para sua decomposição e para o equilíbrio dessas matas. As vespas e abelhas têm um papel importante na polinização”, explicou Hadad.

E, “embora haja grupos indígenas que consomem esses insetos, que são apetitosos, são grupos minoritários que não chegam a causar problema”, acrescentou Hadad. Para o biólogo, criar insetos “é uma opção interessante, mas entram em jogo outros fatores, como a questão cultural de aceitação e consumo. Naturalmente que na Europa pode ser considerado exótico, mas, se falarmos de populações marginalizadas na América Latina, a questão é diferente e até surpreendente”.

Na luta contra a fome “não se pode descartar questões mais estruturais”, alertou Hadad. E, além disso, “vale a pena perguntar se a proposta poderia ser controlada ou se será outro meio de impactar a conservação, desta vez não pela pecuária ou pela madeira, mas pelos insetos”, argumentou. “Assim, continuaremos reproduzindo a destruição dos sistemas naturais, sem soluções reais”, ressaltou. Envolverde/IPS
* Com a colaboração de Helda Martínez (Bogotá).


FUI... Grande abraço!